Oioi, quanto tempo ein? To escrevendo esse texto para te perguntar por onde você anda, como tá aquela sua tia que eu adorava, cadê meu cunhadinho mais fofo? Eu queria te contar um pouquinho de como eu estou, assim como eu fazia toda noite. Eu nunca estive tão bem, sério, você nem me reconheceria se me visse agora! Eu não uso mais óculos, nem aparelho, nem uso o cabelo preso, considere aquela nerd morta. Eu não abaixo mais a cabeça ao escutar um elogio, e também não me ofendo com qualquer crítica. Eu não sou mais aquela magrela desengonçada, e eu não ando mais rápido para me esconder quando alguém me olha. Sabe aquele meu probleminha com as roupas que eu gostava? Tudo resolvido, elas saíram do armário! Junto com muita opinião que eu não dizia por medo do julgamento, junto com muita risada que eu guardei por medo de você me achar bobinha. Falar nisso, aquele medo de tudo, sumiu. Aquele medo de nunca mais te ver, nem parece que um dia existiu. Sabe por que? Cada dia sem você, é um sorriso a mais, uma conquista a mais. Sério, eu mudei demais, e não me venha com seus comentários sarcásticos que um dia eu cheguei a achar charmosos. “Ta bom, você e quem mais? ” Vamos começar por aqueles seus amigos que você defendia a ferro e fogo e eu insistia em dizer que eles não eram boas companhias. Foi só você virar as costas, que eles vieram correndo atrás de mim. Mas me diz, como está sua vida? Assim como antes, eu ainda me preocupo muito com você, quando eu fico sabendo que você virou a noite bebendo, ou que está usando mais coisa do que devia. Quantas noites eu passei te ligando desesperada para saber se você estava bem, e você atendia rindo, no meio da baladinha mais monstra da cidade? E, assim como eu fazia questão de te lembrar todos os dias, meu amor por você é infinito. Ele prevaleceu depois de todas as vezes em que você me tratava bem só quando ninguém estava olhando, pra você “não perder a moral”, ele prevaleceu depois de todas as vezes em que eu chorei achando que eu nunca seria boa o suficiente pra você, com todo esse seu poder de achar defeitos (menos em si mesmo). Ele prevalece até hoje, mas ele tá guardado, até outro chegar com um mais verdadeiro e mais justo que esse. E por ele estar guardado, muito provavelmente eu nunca vou te mandar isso aqui. Por que, por ele estar guardado, eu sei que eu sempre fui boa suficiente para você. Por ele estar guardado, ele não me cega, e agora eu sei que você nunca seria bom o suficiente para mim. Então, sem me manifestar, eu fico imaginando, entre um história nova e outra, “por onde anda o .....?”